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RENDA BÁSICA EM QUATINGA VELHO

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A PRIMEIRA EXPERIÊNCIA DE TRANSFERÊNCIA DE RENDA INCONDICIONAL

 

Fase 1 - consórcio de doadores

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A comunidade

 

Quatinga Velho é uma vila rural localizada no distrito de Quatinga, na Cidade de Mogi das Cruzes, Estado de São Paulo, com o número estimado de aproximadamente 100 moradores.

 

Foi escolhida como a localidade de implantação do projeto de Renda Básica de Cidadania por ser uma comunidade carente, já conhecida pelo ReCivitas, e com características geográficas que permitiam um melhor acompanhamento deste que é o projeto piloto.

 

Era necessário extremo rigor na condução deste projeto, para que fosse possível auferir os resultados necessários para o processo de elucidação, compreensão do conceito, e efetividade da Renda Básica de Cidadania.

 

Isso nunca fez deste projeto experimental um experimento, com aplicações de métodos que, ainda que o fizessem mais científico, o tornariam muito menos humano. Métodos que poderiam, inclusive, prejudicar o seu próprio desenvolvimento, já que a sua finalidade primordial, muito mais do que econômica ou acadêmica, era humana. A busca pela liberdade e dignidade das pessoas envolvidas, que nunca foram tidas como objetos de estudos, nem beneficiárias, mas cidadãos.

 

O projeto

 

O projeto começou de maneira simples, como não poderia deixar de sê-lo. O convite para cada um dos moradores em participar daquela realidade proposta, de ter o direito incondicional, certo, humano, de um capital mensal, pago sem qualquer contrapartida, mas como consequência de sua cidadania.

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O valor também sempre foi modesto. A quantia paga a cada um dos participantes, de R$ 30,00 (trinta reais)  é inteiramente custeada pela sociedade civil, ainda por meio de doações, enquanto buscamos a implantação de um dos braços do projeto BIGBank – o Fundo de Investimento do Terceiro Setor. Não há nenhum valor ou incentivo de qualquer tipo do Estado. Também nunca foi descontado das doações qualquer custo do projeto. Estes sempre foram, e ainda o são, absorvidos pelo ReCivitas, por meio de recursos próprios.

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No dia 25 de Outubro de 2008, após entregar de mão em mão o primeiro pagamento da renda básica de cidadania, o ReCivitas deu a conhecer não mais apenas suas intenções, mas ações: o conceito deixava de ser abstrato, a ideia da renda básica saiu do papel.

Por cinco anos o ReCivitas efetua o pagamento mensal a cada morador de Quatinga Velho que aderiu ao projeto. Por cinco três anos, Quatinga Velho, essa pequena e simples comunidade rural, foi exceção no seu País.

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Um País com a grandiosidade do Brasil, e com lei (Lei Federal no. 10.835/2004) em vigor desde janeiro de 2004 que, logo em seu artigo 1º determina:

“É instituída, a partir de 2005, a renda básica de cidadania, que se constituirá no direito de todos os brasileiros residentes no País e estrangeiros residentes há pelo menos 5 (cinco) anos no Brasil, não importando sua condição socioeconômica, receberem, anualmente, um benefício monetário.”

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Porém, o Estado brasileiro, em oito anos, não destinou sequer um centavo a um brasileiro sequer referente à renda básica. E não ainda quer chamar gato de lebre e teimar que o programa Bolsa Família é sua primeira fase. Não há condições formais, lógicas, jurídicas, filosóficas de sustentar isto (veja estudo sobre o tema  “The Good Intention And The Hard Truth Of Basic Income In Brazil. The Reason Why Bolsa Família Should Not Be Considered As A Basic Income Program”).  A lei ainda depende de uma regulamentação que, pela lentidão e ineficiência da máquina estatal, ainda não existe.

São os 93 moradores que fazem com que, de 2008 até hoje, seja possível afirmar que no Brasil há o recebimento da Renda Básica de Cidadania. Infelizmente, está não é a realidade da massacrante maioria, inclusive dos quase 5 milhões de brasileiros que vivem sem nenhuma renda. Mas se depender de nós, isso muda.

 

Resultados

 

A modéstia da quantia é relativa. O que é modesto pode ser essencial, a depender do que fazemos ser essência da nossa vida. O valor pago sempre foi o possível, já que dele não se pode se desprender. Mas às famílias de Quatinga Velho, como a muitas de nosso País, o possível é que concedeu à vida, muito das vezes, possibilidade.

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São casos como o da mãe que pode destinar a Renda ao desenvolvimento e crescimento da filha pequena, sem comprometer as despesas da casa. Como o de dois jovens que puderam comprar uma moto em conjunto para se locomoverem entre as fazendas em que são lavradores.

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O da mulher que descobriu ter problema crônico de saúde e pôde se deslocar ao médico e comprar os remédios do seu tratamento mensal. Da mãe que pôde salvar seu filho de pneumonia, com a compra de remédios. Da mãe que compra seus remédios a prazo na Farmácia que sabe do seu direito e da certeza da Renda, da mesma forma que a Quitanda local.

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Das famílias que puderam dar carne e frutas aos seus filhos, materiais escolares, roupas. Das mães que tiveram melhores gestações, com bebes nascidos sem desnutrição, o que era antes tão freqüente. Da criança que pode ler por hoje ter óculos. Das famílias que construíram suas casas, hortas, viveiros, galinheiros.

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Que pagaram suas dívidas em bancos. Veja mais em nossos relatórios de resultados e nos estudos independentes realizados sobre o projeto. (incluir link para parte do site – Transparência)

 

Reconhecimento

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O projeto percorreu o mundo, indo das Américas, passando por muitos países da Europa até chegar ao Japão.

É referencia em estudos para implementação da Renda Básica para outros países, base de estudo em muitas teses de mestrado e doutorado que auxiliamos ao longo destes anos fornecendo não só material escrito, respondendo questionários, mas recebendo estudiosos in loco.

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Fase 2 - Basic Income Startup

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Fase 3 - Fundo do ReCivitas de Renda Básica

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